Ainda não deu pra postar sobre a viagem. Infelizmente, meus 2 computadores deram defeito ao mesmo tempo e só pude passar as fotos para o note da minha mãe. Convenhamos que posts sobre a Europa sem fotos não têm a menor graça, né?
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Enfim, algo interessante aconteceu comigo essa semana. Como vcs sabem, eu me formei em Direito em 2007 e, desde então, estudo para concurso público, acumulando algumas vitórias e muitas derrotas. Eu sei que vocês dirão que concurso é assim mesmo, que a gente perde mas ganha no fim etc etc, mas eu afirmo: é bem chato estudar muito praquele cargo que você quer e não conseguir um bom resultado no fim. Anyway, às vezes aquilo que a gente nem quer muito acaba conseguindo.
Eis que ontem fui comprar um livro (mais um) de Direito Empresarial e o dono da livraria, que já até me conhece, me deu uma revistinha sobre concursos. Nessa revista tinha um artigo de um cara que é o "guru" dos concursos, pois, depois de ter sido reprovado inúmeras vezes, conseguiu obter o cargo de juiz, passando em primeiro lugar. No tal artigo ele tratava sobre a influência da sorte e do azar na hora das provas. É claro que tinha todo aquele blá-blá-blá de que sorte e azar existem sim, mas não são fundamentais na hora de ser aprovado ou reprovado se você realmente sabe a matéria ou não sabe a matéria. Tipo, se você sabe 80% da matéria, mesmo que o fator azar atue, você será aprovado do mesmo jeito, pois sabia bastante. E o contrário também se aplica, ou seja, se você sabia muito pouco, não adianta ter sorte, pois será reprovado do mesmo jeito. Pensei: "humpft, mentira, eu tenho sempre azar"!
Eu estava distraidíssima lendo esse artigo no ônibus quando vi que o ponto em que tenho que descer se aproximava. Peguei correndo minhas bolsas (eu ando igual a um mendigo na rua, cheia de bolsas, uma com livros, inclusive) e desci. Quando estava caminhando depois de atravessar a rua, percebi, mesmo ouvindo iPod, que um rapazinho de terno me chamava: "oi? oi?". Tirei os fones e dei atenção ao carinha, afinal, ele estava de terno e eu, do mundo do Direito, já comecei a prestar atenção na figura (até que ele era bonitinho, mas sou comprometida, hehe). Eis que ele me estende minha blusa de frio de losangos preta, da Zara, e pergunta: "Essa blusa é sua?" E eu: "Siiiim". Ele: "Vc esqueceu no ônibus". E sorriu. Obviamente fiquei extremamente agradecida, mas ele se foi.
A primeira coisa que me veio à cabeça foi: obrigada, Universo, por me mostrar que a minha vida não é feita somente de azar. Afinal, era minha blusa de frio favorita, que comprei dias antes da viagem e quase nunca usei. Isso foi bom pra eu parar de achar que tudo de ruim sempre tem que acontecer comigo e que somente os outros têm sorte. Lição da semana.
4 comentários:
acreditar na sorte já é um grande passo... concentrar no azar acaba atraindo azar, fato.
a gente tem essa mania de achar que a grama do vizinho é mais verde né... mas não é bem assim!!
beeeeeeeijos
Adoro essas surpresinhas que a vida nos reserva.
Menina, Paris? Quero as novidades logo!
Beijos
de vez em quando acabo acreditando que só tenho azar na vida também. chato isso. mas é legal quando a vida nos reserva esses acontecimentos.
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